
Thursday, June 28, 2007
O meu blog morreu?

Tuesday, June 19, 2007
O meu trabalho...
Antes do «picar do ponto», é obrigatória uma passagem pelo bar do Instituto. Pelo caminho, encontramos uma colega de experiências, apressada, tinha que ir por a sangrar ratinhos. O meu estômago, sensível depois do pequeno-almoço, reage. De repente, sinto pena daquele animal, que não conheço, mas sei que destino o espera…A Catarina, mulher, é incapaz de matar uma mosca. Mas a Catarina, cientista de 29 anos, sangra ratinhos com a naturalidade de quem bebe um café.
Já antes tinha estado num laboratório de «gente grande», bem diferente do laboratório de físico-química do colégio onde estudei. Tive química até ao 9 ano. Sei que o símbolo químico do oxigénio é O2; que não se misturam ácidos com bases concentradas; e de pouco mais me lembro desses longínquos anos. Sou leiga, iletrada neste mundo. Um peixe fora de àgua, embora sempre tenha ouvido o meu irmão e alguns dos meus amigos mais próximos falarem de ciência em conversas de café, mas sempre ausentei o meu pensamento para mundos mais distantes deste, próximos do meu, quando a conversa era mais ciêntifica.
Esperava encontrar um laboratório arrumado, cheio de frascos com cores transparentes, fumos com cheiro a novo. Deparei-me com um emaranhado de plásticos coloridos, com legendas da segunda Guerra das Estrelas, caixas e caixas de pipetas, luvas, frascos, etiquetas.
Imaginava um cientista como um homem com um ar sério, concentrado, de óculos, com luzes estranhas à volta, perdido em tubos de ensaio, com uma imaculada bata branca, um corte de cabelo fora de órbita, com uma linguagem incompreensível para o ser humano que vive fora daquele mundo. Fora de orbita, naquele mundo, só mesmo eu. Ali, o ser estranho, o ET social era eu. As palavras que ouvia não me diziam nada, apenas me faziam sentir um estrangeiro no meu pais, alguém que quer entender o que ouve, mas que por muito que se esforce, aquelas palavras soam a sons engraçados, como os nomes do chineses, tons sonantes, mas sem sentido na minha cabeça. As piadas são-me desconhecidas, estranhas. Riem-se de piadas com células, telomeros, gozam com o colega de bancada, que ri, enquanto põe um liquido amarelado num frasco redondo, onde crescem células, embora eu nada veja.
Não usam a bata branca da minha imaginação, usam roupa normal, embora este normal possa sair do meu sentido estético. Usam calças de ganga. São gente. Acham piada ao meu macacão, que me faz parecer uma miúda reguila, pronta a fazer asneiras, mesmo sem saber que as está a fazer. Basta, para isso, mexer num frasco, tirar um post it do sítio, tropeçar num dos fios do emaranhado que habita no chão. Vagueiam pelos corredores daquele sítio, um amontoado de estantes, a que eles chamam «bancadas», como dançarinos num palco. Com passos demarcados, seguros, embora sejam desajeitados no andar, são seguros no que fazem.
Misturam o português com o inglês, parecem imigrantes já pouco habituados á língua materna, mergulhados nas potencialidades de uma nova língua. Nas paredes do laboratório vejo frases de humor, soltas, como notas de uma sinfonia desordenada. Gozam uns com os outros, gozam com eles mesmos, com os seus fracassos. Falam das experiências como pais falam dos filhos. Mas os filhos, eles podem educar, moldar. As experiências têm resultados livres, não os controlam. Às vezes tentam. Apenas conseguem perceber por que caminhos seguiu aquele filho. Mas isto, quando não se perdem nas encruzilhadas de números, células, reagentes e leis universais, tão distantes para mim, como eu estou distante. O meu pensamento vagueia pela a observação daquele mundo, que tento seguir, mas não compreender. Aquele não é o meu mundo. Mas toca-me. Aquele universo, paralelo ao meu universo de letras e palavras, cruza-se comigo. Seja no comprimido que tomo para a dor de cabeça, causada pela falta de descanso, seja nas descobertas que eles tentam ter.
Trabalham com o flagelo do cancro. Não vêm doentes, vêem experiências. Mas não cobaias. Não ambicionam o Nobel, mas o conforto da descoberta. A fama, não os conduz. Guia-os o sentido de humanidade, fazer a diferença pela descoberta. Sabem que é uma miragem, um sonho. Mas o «sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança.» Sigo-lhes os sonhos, sigo-os na sua ciência. Caminho com eles, do outro lado do entendimento.
Tuesday, June 05, 2007
Estes dias...

Thursday, May 24, 2007
A Duracell
Estes são alguns dos sobrinhos que a Libâninha ajudou a criar. Todos a adoram!
A minha avó Libaninha sempre teve um importante papel na minha vida! Nem que nao seja a ela posso agradecer a minha fobia aos mosquitos e alguns dos kilinhos a mais ao longo da minha vida. A Libaninha sempre foi uma figura importante cá em casa! Ela tomava conta de mim e do «pequenito» (leia-se: o meu irmao com 1,80), cozinhava para todos, enfim, era um pilar cá da casa que culmatava a falta dos papas quando estes estavam a trabalhar. Uma AVO com as letras todas grandes!!
São inumeras as historias da avo Libania. Mulher de fibra, sempre com um carinho para dar e muita conversa. Alias, ela adora mesmo é falar, falar e falar. E ainda falar! e quando tem tempo, gosta de falar! Este gosto dela ja lhe valeu algumas alcunhas na familia, «Papagaio», «Duracell», porque ela é como os coelhinhos das pilhas.... dura, dura, dura e dura!
Outra caracteristica na Velhota (nome que também carinhosamente lhe chamamos), é ter uma fertil imaginação. Fértil mesmo. Então para desgraças.... acho que a inspiraçao vem dos milhentos telejornais que ela vê. Principalmente o rol de desgraças que é o telejornal da TVI. Às vezes achamos que ela podia ganhar uma fortuna a escrever enredos e historias para filmes. Porque faz alguns dignos de Hollyhood!
Eu e o meu manito crescemos a ouvir os concelhos dela: nao abram a porta a ninguém, fechem a porta com as 2 fechaduras, cuidado onde estacionam os carros, cuidado ao abrirem o portao poque vem um homem por tras e da-vos uma pancada bla bla bla. Sempre nos rimos e gozamos com ela. Mas como ela diz: «é tudo a brincar, coitadinhos!». Estas «pancas» da minha avó ja deram origem a situações caricatas, inumeras foram as vezes q ela me fechou em casa, porque podia vir algum ladrão e assaltar a casa cmg la dentro e bla bla bla; várias constipações ela já apanhou por idas á varanda durante a noite, para olhar para nossa casa, para confirmar que as janelas estão fechadas, que não há luz, que não ha homens ha porta... enfim!
No entanto, os seus 80 anos andam a dar-lhe uma nova mania... cismou porque cismou que os lucutores, actores, enfim todos os q aparecem na TV falam para ela. Responde-lhes e tudo. O caso da Madeleine já a fizeram chorar rios de lágrimas, sentidas, rezar e muita faladura. Na cabecita dela, os apelos feitos pelos pais, amigos, foram todos directamente para ela. Isto anda-me a preocupar. Tudo bem que me dá vontade de rir, sempre é mais um motivo para me meter com ela, mas... também é sinal que esta a ficar um pouco senil. Isso preocupa-me. Adoro a Velhota-Papagaio-Duracell! Tenho muitas e muitas boas memorias dela, quer na minha infancia, quer agora ja adulta. Ainda agora fazemos guerra de agua na cozinha (basicamente consistem em eu a chamar á beira da banca e dar-lhe um banho com a mangueira da torneira, rir-me que nem uma doida com ela a rir-se e a desculpar-me. Mas n pensem que ela se fica, porque ela vinga-se e bem!!), apanho-a muitas vezes escondida á minha espera para me assustar, vejo-a pelo espelho da sala, dou a volta e vira-se o feitiço contra o feiticeiro ihihihihi.
Eu sei que resmungo muito com ela, mas ela faz de proposito so para me ver e ouvir a refilar. Ai vóvó... nao envelheças mais!!!
P.s- Ah... recado dela: nao se ponham nus frente ha TV! As pessoas de lá veem-vos!!
Monday, May 21, 2007
ALMA AZUL E BRANCO!
Aos meus amigos de outras cores, para o ano ha mais......mais um para o FCP ganhar!! :P
Friday, May 04, 2007
CalimerA
Andei uns dias sem escrever... simplesmente não tive vontade. Esta semana foi um pouco aterefada e com muitas emoções, nem sempre das melhores...Wednesday, April 25, 2007
O Cravo e a LIBERDADE

Sunday, April 15, 2007
This Is The Way You Left Me
Monday, April 09, 2007
ESTA MIÚDA....
Tuesday, April 03, 2007
Curiosidade...

Monday, March 26, 2007
A viagem!
Thursday, March 15, 2007
Um aninho...

«Como se cria um blog?Tudo começou com esta pergunta. E assim fui seguindo os 3 passos para a criaçao de um blog. Mas afinal, para que quero eu um blog? Para que serve um blog? Para partilhar informação? Opniões? Pensamentos? Não sei. O tempo dirá para que serve este blog, o meu blog.Neste momento, serve para me abstrair um pouco do trabalho que estou a fazer. Será para isto que servirá o meu blog? Para fugir um pouco ao que estou a fazer e poder voar, ver o q ha «La em cima»?»
Tuesday, March 13, 2007
Mais uma!!

Tuesday, March 06, 2007
Eu e o Maninho!
Pois é! Eu sei que disse que o proximo post seria sobre a Morte, mas ainda não acabei o texto! Hoje apeteceu-me publicar um outro post, sobre o meu irmaosinho, eu e ele, fraternidade...
O meu irmaosinho teve a sorte de ter um airmao como eu! Não é para qq um! Se ha ps importante n aminha vida, é ele! Sim, sim... eu sei que voces que nos conhecem estao a pensar q andamos muitas vezes á porra e á massa! Ok, é verdade! Ele tem ca um feitiosinho... (ele, porque eu sou uma santa!!!). Mas, mesmo entre as nossas picuinhas ha sempre sempre uma grande amizade e muito amor (fraternal, seus depravados!).
Quando eramos miúdos, ai sim! Era pancada da grande entre os 2 (foi assim que ganhei os meus músculos :P). Mas o engraçado, é que apesar disso, eramos muito unidos. Ele defendia-me, eu denfendia-o a ele, mesmo á frente dos papas, que ás vezes perdiam a cabeça connosco (desculpem os cabelos brancos que vso demos, Papa e Mama!!).
Pelo meu irmão cometi até um crime, com a tenra idade de 4 anos!! Estava o catraio a brincar no portão do pátio do prédio (a baloiçar no dito), quando 2 vizinhos, bem mais velhos q nos, o meu maninho tinha 8/9, eles 16 ou 17, apareceram e resolveram ter um ataque de genorreia cerebral: apertaram o meu irmao, que estava no portao, contra a perede. Ele tinha sido operado a uma hérnia ha pc tempo, e começou a queixar-se das dores. Eu, loirinha e gorducha, berrava para que o deixassem em paz, enquanto as 2 bestas me iam sacudindo. Quando vi o meu irmao em desespero de dores, «perdi a cabeça»!!! Deu-me uma branca, e atirei-me á coxa dum deles (que estava de calções) tal qual um pittbull!! Hoje ate tenho pena dele... quando ele consegui ver-se livre de mim, ao pontapé, ja tinha os meus dentinhos tatuados na coxa, e a dita a sangrar!!!! Sou ou nao sou uma irmã valente???? :P
Enfim, este post nao tem preposito nenhum, nem sei porque me lembrei de o escrever... mas também... desde qd é preciso motivo para mostrar afeiçao e amor por um irmao??
Amanha conto outro episodio da diaspora destes 2 manos!!!
Thursday, February 22, 2007
De Volta!
Estes dias foram agitados. Acabaram os exames, os que fiz correram bem :), mas , por estar doente nao pude fazer todos :( . Andei cas entranhas todas as voltas, com uma gastroentrite. Conclusao, saiu-me tudo pela boca!!
O meu carnaval, foi por casa. A verdade é que nunca me entusiasmei muito com o carnaval.
Estou a preparar um texto novo, para publicar aqui, sobre a morte. (estejam descansados que nao sera nd tetrico)
Thursday, February 08, 2007
Sal...
Friday, February 02, 2007
Nao vejo...

Não vejo, olho mas nao vejo. Tento alacançar com os dedos, mas foge-me do toque. Onde andas? Tinhate tao perto...nao precisava dos olhos para te ver nem das maos para te sentir. Estavas dentro de mim.
De repente, fugiste. Onde andas?
Lembraste das noites q passamos a sonhar, sentados na cauda do cometa que nos levava pelo ceu negro? Desviavas-te das estrelas. Dizias que se lhes tocasses roubavas-lhe o brilho.... Chamavas-me a tua estrela. Nao me tocavas, conheceste o meu corpo com a alma. Onde andas?
Lembras-te de quando nos deitavamos no nosso mundo?Qando riamos do universo por ser t pueno perante o nosso amor? Agora é ele que ri...
Lembras-te de como me aninhava ao teu colo? Afagavas-me os cabelos, passavas os dedos no meu rosto e adormecias-me. Fazias-me sonhar, nada era impossivel. O universo era nosso e nada mais importava. Eramos nos, tu e eu. Mais nada. Quando é q deixamos o mundo entrar?
Conhecias o meu corpo com a alma e davas-me prazer. Guiavas-me pela chuva que nos molhava os pes, limpavas com os labios as gotas de lagrimas que me escorriam do rosto. Eu chorava. Chorava porque nao conseguia ter na mao o tempo. Queria para-lo. Nao queria q aquele minuto acabasse. Queria ter ficado sempre ali...feliz. Estavas dentro de mim. De repente, fugiste. Onde andas?
Deixei de te procurar. Nao me digas onde andas. Nao me perguntes onde ando. Ja nao estou no teu mundo. Nem tu no meu. Não fugi. Apenas passei pela nebelina que cobriu o fim do nosso mundo. Agora olho, mas não vejo.
Sunday, January 28, 2007
O Nariz, A Gota, O Nariz, A Gota and so one...

Assim anda o meu nariz. Unha q carne com a gota! A amizade começou segunda-feira. Desde entao, nunca mais se separaram!! Onde o nariz vai...a gota lá está. ARGH!!! Eu sei que a amizade é muito bonita bla bla bla bla...mas já chega!! Quero o meu nariz solitario novamente!!
Tirando isto... esta semana tive mais um episódio digno da Cabeça_d'Ovo:

Meti eu nesta gema amarela que dia 24 de Janeiro era sexta-feira...mas...nao era!!! O meu primeiro exame estava marcado para dia 24 (sexta-feira na minha cabeça de gema). Terça, a uma e muitas da manha, estava eu na conversa:
eu: entao, o meu primeiro exame é sexta, dia 24. Dps segunda...
ele: heim? Olha que dia 24 é amanhã. Ou melhor, é hoje, já passa da meia noite!
PA-NI-CO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pronto! Estou tramada! -pensei.
eu: vou já dormir! Já não tenho muito tempo! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Vá lá... o exame até nem correu mal...
P.S- repararam que consegui por uma fotografia a meio de texto? A gema está aditivada...
Wednesday, January 24, 2007
Thursday, January 18, 2007
EsTreLado

Apresento-vos o meu neurónio! Está estrelado! Ou seja, estou estoirada... Esta foi a última semana de aulas, agora começam os exames...PA-NI-CO!!!! Apesar do «panico», estou calma (sim, eu sei q sou um paradoxo com pernas). Desta vez, tirando uma ou outra cadeira, gosto do que ando a estudar! Já devia ter mudado de curso há mto mais tempo...
Esta semana recomecei a sério o ginásio. 6 meses depois... só ha uma «palavra» para descrever a sensação... AI... doi-me tudo! Os meus músculos estão in pain! Mas, tirando a tortura muscular, soube-me bem voltar...descarregar energias e calorias!!! :P ah pois... é que a ansiedade sempre me deu para comer como se não houvesse amanha. Como andei anciosa, pimbas! Nem foi preciso ser Natal...


